Mesmo com o baixo volume de chuvas em Abaeté, um dos maiores problemas do Município foi agravado. Os buracos nas ruas voltaram ainda em...

Mesmo com o baixo volume de chuvas em Abaeté, um dos maiores problemas do Município foi agravado. Os buracos nas ruas voltaram ainda em maior número, inclusive nos trechos que passaram, recentemente, por operação tapa-buracos. Por se tratar de um tipo de obra de alto custo, a Prefeitura estudou minuciosamente as possibilidades para minimizar o problema sem gerar desperdício dos recursos públicos que já são escassos. Em reunião realizada no início de janeiro, onde participaram o Prefeito, os secretários de Governo e Obras, Engenharia e a gerência de captação de recursos, ficou definido que a quase totalidade dos recursos próprios disponíveis para reforma das ruas serão empregados em recapeamento total ou parcial das vias em pior estado de conservação e com maior tráfego de veículos.

Com a decisão pretende-se amenizar a situação de uma forma mais eficiente, com um tempo maior de durabilidade, evitando desta forma o desperdício de dinheiro. Segundo orientações de engenheiros especializados consultados pela Prefeitura, quase que o total das ruas asfaltadas de Abaeté, não suportam mais operações tapa-buracos, pois sua estrutura é antiga, já desgastada, com vários trincas e rachaduras o que permite a entrada de água que é fatal para abertura de buracos. Além disso, nos trechos mais precários, ao final de uma operação tapa-buracos verifica-se que 60% a 70% da via foi alvo de intervenção, o que se analisada a relação custo-benefício, comparativamente, entre o tapa-buracos e recapeamento, deixa ainda mais evidente a inviabilidade da operação. Enquanto o recapeamento tem uma durabilidade média de 4 anos, o tapa-buracos dura poucos meses.

Mesmo sem uma visão técnica, é visto por todos, que tapar os buracos é apenas uma ação paliativa. Apesar disso, possui alto custo, e por isso será evitada ao máximo, sendo substituída pelo recapeamento. O valor gasto nos últimos 10 anos com tal ação chega à casa dos milhões e, no entanto, o problema só aumenta. Com o recapeamento parcial os trechos esburacados irão diminuir a cada ano.

Segundo o Prefeito Armandinho, a decisão não acabará com as operações tapa-buracos, que continuarão sendo executadas em ruas onde a incidência de buracos são menores, pois nesses casos ainda há viabilidade técnica e econômica. Conforme definição durante reunião, os primeiros alvos da nova ação de recapeamento parcial são os trechos das Ruas Alda Viana (próximo a Praça da Matriz) (foto) e Avenida Dr. Guido (próximo ao cemitério municipal) que já foram executados e Rua Edgardo da Cunha e de recapeamento total a Avenida Milton Campos (saída para Paineiras) em suas duas pistas.

Raphael Guimaraes

Raphael Guimarães é assistente administrativo e gerente de compras da Prefeitura de Abaeté. Atuou neste cargo nos mandatos anteriores.